Name:
Location: porto, Portugal

Tuesday, March 22, 2005

utupia ou nao..


Hoje recebi um mail que me fez reflectir...

Carta escrita no ano 2070
Ano 2070 acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora. Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água. Antes, o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje, os meninos não acreditam que a agua se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (foças) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água. A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozono que os filtrava na atmosfera, imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte. A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário. Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os científicos investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar agua, o oxigénio também está degradado por falta de árvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto. A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcional com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos. Em alguns países ficam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército, a água voltou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registar-se uma precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano têm sido severamente transformadas pelas provas atómicas e da indústria contaminante do século XX. Advertiam-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente. Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a agua? Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomámos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível. Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendera isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar ao> nosso planeta terra!
Documento extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de Abril de 2002.

... é com pequenos passos que se faz uma longa caminhada.. se tod@s contribuirmos com o pouco que está ao nosso alcance conseguiremos muito!

1.jpg


2 Comments:

Blogger rita said...

Relativamente ao buda says....o crescimento interior de cada um passa pelo recolhimento, pela reflexão e pela vontade de ver e de sentir. Só assim percebemos o verdadeiro valor da vida. Infelizmente nem todos sabem, nem respeitam o processo de metamorfose dos outros, riem-se dele, gozam e divertem-se comentando situações, sensações e momentos que, pela su pobreza de espírito, nunca vão chegar a perceber. Dos ditos do buda, são muitos mas todos eles nos tentam "abrir" os olhos aos valores da vida. Tenho crescido e tenho verificado que o dinheiro é um podre necessário, é um bocado de verdete que nos atiram e com que somos obrigados a alinhar. Do resto já eu sabia, tudo, apenas o sexo tem sido uma descoberta. Até aqui valorizei essa parte física e natural, mas tenho vindo a observar que a maior parte das pessoas o faz sem amor, sem intimidade, sem nada.
Depois há a solidão inventada por alguém que achou que viver sem sexo não era possível ! Enfim...tudo se cruza, temas, sentimentos, tudo...teremos horas, dias, anos de discussão por aqui. Eu vou estando, sempre que sentir que tenho alguma coisa a dizer.
SEJAM todos, simplesmente SER.

6:24 AM  
Blogger am@r said...

conto contigo e com as tuas sábias palavras...

1:20 PM  

Post a Comment

<< Home